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	<title>Mulher</title>
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	<description>Espaço de indignaçao com a condiçao feminina</description>
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		<title>O aborto nas eleições presidenciais, ou o poder do religioso na política brasileira</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Oct 2010 11:40:11 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Aborto]]></category>
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		<description><![CDATA[Reproduçao de entrevista da antropóloga Débora Diniz, professora da Universidade de Brasília e pesquisadora da Anis – Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero, à revista Época (06/10/10) . &#160; Nesta eleição presidencial, a questão do aborto se tornou mais importante para o eleitor brasileiro? &#8230; <a href="http://umamulhernomundo.wordpress.com/2010/10/08/o-aborto-nas-eleicoes-presidenciais-ou-o-poder-do-religioso-na-politica-brasileira/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umamulhernomundo.wordpress.com&amp;blog=6865302&amp;post=179&amp;subd=umamulhernomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Reproduçao de entrevista da antropóloga Débora Diniz, professora da Universidade de Brasília e pesquisadora da Anis – Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero, à revista Época (06/10/10) .</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Nesta eleição presidencial, a questão do aborto se tornou mais importante para o eleitor brasileiro?</strong></p>
<p>A resposta pode ser “sim” ou “não”. A resposta é sim se considerarmos que o aborto ilegal e inseguro é uma importante questão de saúde pública no Brasil. Aos 40 anos, uma em cada cinco mulheres já fez um aborto. Isso representa um contingente de mais de 5 milhões de mulheres entre 18 e 39 anos. Elas abortam com métodos inseguros e temem ir para a cadeia. Elas correm risco em clínicas ilegais ou com medicamentos adulterados, e acabam finalizando o aborto nos hospitais públicos. Portanto, o aborto importa ao eleitor brasileiro, pois é uma questão de saúde pública e de direitos fundamentais das mulheres. A resposta é não, se considerarmos o contexto em que o tema foi posto para o segundo turno das eleições. O aborto se transformou em uma moeda de troca para angariar votos, em particular das comunidades evangélicas e católicas. As concessões políticas feitas pelos candidatos devem ser consideradas ameaças democráticas, pois indicam a força das religiões no espaço público. Não é o tema do aborto e a saúde das mulheres o que está sendo discutido, mas se as plataformas religiosas devem regular ou não a sexualidade e a reprodução das mulheres.</p>
<p><strong>Como vê a mudança do PT em retirar do debate a defesa da descriminalização do aborto das eleições presidenciais neste segundo turno?</strong></p>
<div>
<p>Caso ocorra essa mudança na plataforma política, esse é um fato que deve ser considerado de extrema gravidade para a democracia. Não representa uma alteração em um plano de governo, como resultado de mudanças de conjunturas econômicas, por exemplo, o que justificaria uma mudança em uma política monetária. É um sinal claro do quanto o Estado brasileiro é frágil frente ao poder das religiões no espaço público. Qualquer mudança desta natureza deve ser considerada uma ameaça à separação entre Estado e religiões, o que chamamos de laicidade do Estado.</p>
<p><strong>Em entrevista a ÉPOCA, o candidato do PSDB José Serra disse que eventualmente poderia acontecer um plebiscito sobre essa questão. Já no último debate da TV Record, ele descarta essa possibilidade. Em 1988, Serra também foi criticado por grupos contra o aborto por normatizar a lei do aborto que prevê realização em casos de gravidez após estupro. Como analisa essa mudança de posição de Serra?</strong></p>
<p>Aborto não é matéria para plebiscito. A democracia se move por duas forças: de um lado, a vontade da maioria, o que agora nos leva a eleger o novo Presidente da República; de outro lado, a proteção dos direitos  das minorias. Questões de ética privada, como união civil entre pessoas do mesmo sexo ou aborto, não são matérias plebiscitárias, mas de garantia de direitos fundamentais. Convidar a população a um plebiscito sobre aborto é apostar na força das comunidades religiosas para impedir uma mudança na legislação penal de aborto. É simplesmente um artifício para não conduzir o debate sobre no aborto nos únicos termos possíveis para uma democracia que são as evidências de pesquisa e o marco de direitos humanos. Não me interessa saber a opinião moral de Dilma Rousseff ou José Serra sobre aborto, mas sim como eles pensam em cuidar desses milhões de mulheres que chegam aos hospitais públicos para finalizar um aborto, com que fundamento legal e ético eles sustentariam a proibição do aborto em caso de estupro ou se eles acreditam que uma mulher deva ser forçada a se manter grávida mesmo sabendo que o feto não irá sobreviver. Essas são perguntas para um debate político sobre aborto e não questionamentos sobre quem é a favor ou contra o aborto.</p>
<p><strong>Como vê a campanha de comunidades religiosas nesta campanha presidencial?</strong></p>
<p>As igrejas são livres para defender suas posições morais aos seus membros. Cabe às instituições democráticas demarcar o espaço legítimo reservado a elas, inclusive desmentindo-as em casos importantes para a vida social. Por exemplo, se uma determinada comunidade religiosa classificar a contracepção de emergência, hoje distribuída no Brasil pelo SUS, como abortiva, cabe ao Ministério da Saúde publicamente desmentir. As igrejas, entre elas a CNBB, que representa a Igreja Católica, têm diversas isenções de impostos por serem entidades de cunho religioso, portanto, não são partidos políticos. Essa é uma fronteira que cabe à sociedade civil monitorar quando ultrapassada. Outro ponto, que já ocorreu na Cidade do México, por ocasião da mudança da lei penal do aborto, que passou a ser permitido, foi a Igreja Católica ameaçando de excomunhão os juízes da Suprema Corte. Atitudes como essa devem ser repudiadas em uma democracia, pois significam o uso da força para impedir as mudanças.</p>
<p><strong>Como analisa o tema aborto em eleições presidenciais fora do Brasil?</strong></p>
<p>Neste momento, se considera que o tema do aborto é capaz de decidir as eleições para Presidente da República no Brasil. Isso é um absurdo e pelo menos por três razões, algumas delas só nossas, outras que dialogam com o cenário internacional. A primeira razão é que há dezenas de outras questões fundamentais para os rumos do país, e que precisamos de clareza sobre as proposições dos candidatos, tais como a desigualdade social, a violência urbana, ou questão rural. Colocar o aborto como questão prioritária é uma estratégia perversa de silenciar os temas que verdadeiramente importam para o debate político. A segunda razão é que esse fenômeno atualiza no Brasil o que foi o estilo Bush de governar, com o fortalecimento das religiões na política. Recentemente, Espanha e Portugal enfrentaram embates políticos semelhantes tendo o tema do aborto como questão central e em ambos o aborto foi reafirmado como um direito das mulheres. O retrocesso da legislação do estado da California sobre união entre pessoas do mesmo sexo foi um caso claro da interferência das religiões cristãs na política, em especial dos mormóns, e com apelo ao plebiscito. Em um retrocesso legal, a união civil entre pessoas do mesmo sexo foi proibida na Califórnia. Por fim, é perverso ignorar o impacto que a ilegalidade do aborto tem na vida de uma mulher. As mulheres morrem e adoecem ao fazer um aborto ilegal. O risco não está no aborto como um ato médico, mas na ilegalidade do aborto. Elas passam a ser criminosas por resistirem à imposição do Estado em serem mães contra a vontade.</p>
</div>
<p>(Fonte: <a href="http://colunas.epoca.globo.com/mulher7por7/tag/jose-serra/">http://colunas.epoca.globo.com/mulher7por7/tag/jose-serra/</a>)</p>
<br />Filed under: <a href='http://umamulhernomundo.wordpress.com/category/aborto/'>Aborto</a>, <a href='http://umamulhernomundo.wordpress.com/category/corpo/'>Corpo</a>, <a href='http://umamulhernomundo.wordpress.com/category/generos/'>Gêneros</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/umamulhernomundo.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/umamulhernomundo.wordpress.com/179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/umamulhernomundo.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/umamulhernomundo.wordpress.com/179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/umamulhernomundo.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/umamulhernomundo.wordpress.com/179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/umamulhernomundo.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/umamulhernomundo.wordpress.com/179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/umamulhernomundo.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/umamulhernomundo.wordpress.com/179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/umamulhernomundo.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/umamulhernomundo.wordpress.com/179/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/umamulhernomundo.wordpress.com/179/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/umamulhernomundo.wordpress.com/179/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umamulhernomundo.wordpress.com&amp;blog=6865302&amp;post=179&amp;subd=umamulhernomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Legalização do aborto e movimento anti-capitalista. Esboço de afins</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Aug 2010 11:57:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>DES</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Tradução do artigo de Tarzia Medeiros, Brésil: La légalisation de l&#8217;avortement à l&#8217;ordre du jour de l&#8217;anticapitalisme, publicado pelo site Nouveau Parti Anticapitaliste em 5 de abril de 2010 (texto original em francês segue a traduçao). Brasil: a legalização do aborto na ordem do &#8230; <a href="http://umamulhernomundo.wordpress.com/2010/08/27/legalizacao-do-aborto-e-movimento-anti-capitalista-esboco-de-afins/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umamulhernomundo.wordpress.com&amp;blog=6865302&amp;post=162&amp;subd=umamulhernomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tradução do artigo de Tarzia Medeiros, <em>Brésil: La légalisation de l&#8217;avortement à l&#8217;ordre du jour de l&#8217;anticapitalisme, publicado pelo s</em><span style="line-height:22px;font-size:13.3333px;"><em>ite</em> <a title="Nouveau Parti Anticapitaliste" href="http://www.npa2009.org/content/bresil-la-legalisation-de-l’avortement-l’ordre-du-jour-de-l’anticapitalisme" target="_blank">Nouveau Parti Anticapitaliste</a> em 5 de abril de 2010 (texto original em francês segue a traduçao).</span></p>
<h2><span style="font-family:Georgia, 'Bitstream Charter', serif;line-height:22px;font-size:13.3333px;">Brasil: a legalização do aborto na ordem do dia do anticapitalismo</span></h2>
<p>A realidade do aborto no Brasil demonstra que a ilegalidade nao impede a pratica clandestina, a qual na maioria dos casos acontece sob condiçoes de risco para a vida das mulheres. No ano de 2008, a Organizaçao Mundial de Saúde constatou que 6 milhoes de abortos ilegais foram praticados na América latina, dos quais 1,4 milhao somente no Brasil, uma em cada 1000 mulheres morrendo de conseqüências decorrentes.  Em torno de 9% das mortes sao diretamente provocadas pelas complicações associadas  ao aborto,esta sendo a 4a causa de mortalidade materna. Esses numeros podem ser subestimados, pois as frequentes infecçoes generalizadas e hemorragias, citadas como causa de morte nos certificados de falecimento, escondem amiude o verdadeiro motivo da morte. A maioria das vitimas sao as mais jovens e as mais pobres, o que demonstra que a luta pela legalizaçao do aborto deve ser conduzida em tanto que problema de classe para denunciar nao somente as causas especificas da opressao das  mulheres mas também as causas estruturais do capitalismo.</p>
<p>Nao se pode compreender essa realidade sem conhecer as mulheres e os fatores que as &#8220;obrigam&#8221; a recorrer ao aborto ilegal e, portanto, de risco. Apesar do medo de morrer e do risco de serem presas, elas praticam assim mesmo o aborto. Elas habitam em sua maioria os bairros periféricos e trabalham sob condições precarias do sub-emprego, nas quais o direito à maternidade nao existe. Essas mulheres nao têm acesso nem aos métodos contraceptivos adaptados a seu corpo e a sua saude, nem à educaçao e à saude publica de qualidades, sua habitação é vetusta, mesmo insalubre, e a inexistência de rede de creches aumenta ainda mais o fardo de terem que sozinhas criar seus filhos.</p>
<p>Inscrever a luta pela legalizaçao do aborto na luta anticapitalista exige saber quem sao nossos aliados. Muitos politicos brasileiros sao favoraveis à legalização do aborto no intuito de impedir que as mulheres pobres tenham ainda mais filhos, e assim, por esse viés, combater &#8221; a criminalidade e o trafico de drogas nas favelas do Rio&#8221;, fazendo uma demonstraçao digna de fascistas. De outro lado, o governo de Lula cedeu às pressoes da igreja catolica e recuou na luta pela descriminalizaçao do aborto, ainda que sua realizaçao nao seja até hoje garantida pelos serviços publicos de saude. Isso nos serve de alerta para que nao conduzamos a luta pela legalização do aborto no detalhe e de maneira corporativa, sem nos distinguir daqueles que nao querem combater a estrutura do capitalismo em suas facetas mais cruéis, as quais reduzem o acesso à saude e à educação publicas, que exploram o trabalho e que se atacam aos direitos dos trabalhadores, enfim que ameaçam a vida na sua forma mais plena, tal como nos a defendemos.</p>
<p><strong>Tarzia Medeiros, militante feminista da Marcha mundial das mulheres e dirigente do PSOL. </strong></p>
<p><span style="line-height:31px;font-size:medium;"><br />
</span></p>
<div id="node-19121">
<div>
<p><em><strong><span style="font-style:normal;">Brésil: La légalisation de l&#8217;avortement à l&#8217;ordre du jour de l&#8217;anticapitalisme</span></strong></em></p>
<p>La réalité de l’avortement au Brésil démontre que l’illégalité n’empêche pas la pratique clandestine, qui dans la majorité des cas, se déroule dans des conditions risquées pour la vie des femmes. Pour l’année 2008, l’Organisation mondiale de santé a constaté que 6 millions d’avortements illégaux avaient été pratiqués en Amérique latine dont 1, 4 million rien qu’au Brésil et une sur mille femmes meurt des conséquences de cette pratique. Environ 9 % de ces décès sont directement causés par les complications liées à l’avortement à risque, 4e cause de la mortalité maternelle. Ces chiffres peuvent augmenter, puisque les fréquentes infections généralisées et hémorragies, citées comme cause de la mort sur les certificats de décès, cachent très souvent le vrai motif de la mort. La majorité des victimes sont les plus jeunes et les plus pauvres, ce qui démontre que la lutte pour la légalisation de l’avortement doit être menée en tant que problème de classe pour dénoncer non seulement les causes spécifiques de l’oppression des femmes mais aussi les causes structurelles du capitalisme.</p>
<p>On ne peut comprendre cette réalité sans connaître ces femmes et les facteurs qui les « obligent » à recourir à l’avortement illégal et donc à risque. Malgré la peur de mourir et le risque d’être emprisonnées, elles pratiquent quand même l’avortement. Elles habitent majoritairement les quartiers périphériques et travaillent dans des conditions précaires liées au sous-emploi, dans lesquelles le droit aux congés de maternité n’existe pas. Ces femmes n’ont accès ni aux méthodes contraceptives adaptées à leur corps et à leur santé, ni à l’éducation et à la santé publiques de qualité, leur logement est vétuste voire insalubre, et l’inexistence de système de crèche augmente encore le fardeau de devoir élever seules leurs enfants.</p>
<p>Inscrire la lutte pour la légalisation de l’avortement dans la lutte anticapitaliste exige de savoir qui sont nos alliés. De nombreux politiciens brésiliens sont favorables à la légalisation de l’avortement dans le but d’empêcher que les femmes pauvres aient davantage d’enfants, et par ce biais combattre « la criminalité et le trafic de drogues dans les favelas de la ville de Rio de Janeiro », faisant une démonstration digne de fascistes. De l’autre côté, le gouvernement de Lula a cédé aux pressions de l’église catholique et a reculé dans la lutte pour la dépénalisation de l’avortement, bien que sa réalisation ne soit toujours pas garantie dans les services publics de santé. Cela nous sert d’alerte pour que nous ne pratiquions pas la lutte pour la légalisation de l’avortement dans le détail et de façon corporatiste, sans nous distinguer de ceux qui ne veulent pas combattre la structure du capitalisme dans ses facettes les plus cruelles, qui réduisent l’accès à la santé et à l’éducation publiques, qui exploitent le travail et qui s’attaquent aux droits des travailleurs, enfin qui menacent la vie dans sa forme la plus pleine, telle que nous la défendons.</p>
<p><strong>Tarzia Medeiros, militante féministe de la Marche mondiale des femmes et dirigeante du PSOL (parti socialisme et liberté) au Brésil.</strong></p>
</div>
</div>
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	</item>
		<item>
		<title>Posiçao do-a-s candidato-a-s à presidência do Brasil sobre o aborto</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Aug 2010 15:45:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>DES</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aborto]]></category>

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		<description><![CDATA[Reproduçao de declarações compiladas pelo site &#8220;Aborto em debate&#8221; (http://www.abortoemdebate.com.br/wordpress/?p=791) DILMA ROUSSEFF: &#8220;Aborto é uma coisa que nenhuma mulher defende, ninguém fala &#8220;eu quero fazer aborto&#8221;. Nao é uma questão de foro intimo, meu, seu, da igreja, de quem quer que seja. É &#8230; <a href="http://umamulhernomundo.wordpress.com/2010/08/26/posicao-do-a-s-candidato-a-s-a-presidencia-do-brasil-sobre-o-aborto/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umamulhernomundo.wordpress.com&amp;blog=6865302&amp;post=155&amp;subd=umamulhernomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Reproduçao de declarações compiladas pelo site &#8220;Aborto em debate&#8221; (<a href="http://www.abortoemdebate.com.br/wordpress/?p=791">http://www.abortoemdebate.com.br/wordpress/?p=791</a>)</p>
<p><strong>DILMA ROUSSEFF:</strong></p>
<p>&#8220;Aborto é uma coisa que nenhuma mulher defende, ninguém fala &#8220;eu quero fazer aborto&#8221;. Nao é uma questão de foro intimo, meu, seu, da igreja, de quem quer que seja. É algo que eu acredito que é politica de saude publica.  Acho que a legislaçao brasileira nesse ponto é muito clara&#8221; (G1, 12 de maio de 2010)</p>
<p>“Sempre digo uma coisa: não acredito que tem uma mulher que seja a favor do aborto. Não acho que as mulheres fazem aborto porque são a favor… O que eu acho é que mulheres têm o direito de fazer [o aborto] na rede pública porque não se pode deixar, e tem de deixar acessível. Mulheres ricas vão à clínica, as pobres usam a agulha de tricô. Eu protesto que alguém seja a favor do aborto.” (Programa <a href="http://www.youtube.com/watch?v=iWon_jreQOc" target="_blank">Roda Viva (TV Cultura)</a>, 28 de junho de 2010)</p>
<p>&#8220;Tanto eu quanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não somos pessoas que acham que o aborto é algo para se falar que se defende. O aborto é uma violência contra corpo de mulher” (Agência Estado, 22 de agosto de 2010)</p>
<p><span style="font-size:14.1667px;"><strong>IVAN PINHEIRO</strong></span></p>
<p>&#8220;Defendeu durante sabatina do <a href="http://noticias.r7.com/brasil/noticias/ivan-pinheiro-defende-uniao-entre-homossexuais-e-descriminalizacao-do-aborto-e-das-drogas-20100803.html" target="_blank">R7 e da Record News </a>no dia 03/08/2010 a união civil entre pessoas do mesmo sexo. O candidato do PCB defendeu também a descriminalização do aborto. Sobre o aborto, Ivan Pinheiro negou que o partido vá fazer apologia à prática. No entanto, o candidato do PCB afirmou que o aborto deve passar por outros temas como a educação e a política de prevenção. “O maior número de jovens que precisam de aborto é da periferia. Nós somos a favor da descriminalização. Na verdade ele só é criminalizado para as mulheres pobres. É proibitivo porque é muito caro. As mulheres mais ricas não precisam dessa bandeira, fazem sem nenhum problema.”</p>
<p><strong>JOSÉ MARIA EYMAEL</strong></p>
<p>&#8220;Candidato do PSDC à presidência da República, em sabatina da <a href="http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4607200-EI15315,00-Em+quarto+lugar+Eymael+acredita+que+pode+ser+eleito.html" target="_blank">Rede Record no dia 05/08/2010</a>, quando questionado sobre temas polêmicos, disse ser contra legalização das drogas, aborto e casamento homossexual. Justificando seus pensamentos pelo partido que pertence – Social Democrata Cristão – o candidato disse que apoia aquilo que é legal atualmente: o aborto só ser permitido em casos de estupro e risco à saúde da mãe. “Não é uma questão de saúde pública. O bem maior deve ser preservado, a vida. A legislação vigente não permite o aborto”.</p>
<p><strong>JOSÉ SERRA</strong>:</p>
<p>&#8221; Eu nao sou a favor do aborto. Nao sou a favor de mexer na legislaçao. Agora, qualquer deputado pode fazer isso.  Como governo, eu nao vou tomar essa iniciativa&#8221; (G1, 13 de maio de 2010)</p>
<p><span style="font-size:14.1667px;">“ [A legalização do aborto ] dificultaria o trabalho de prevenção, como no caso da gravidez na adolescência, que é um assunto muito grave. Isso liberaria, vai (ter) gravidez para todo o lado porque (a mulher) vai para o SUS e faz o aborto viraria um processo. O País não está preparado para isso.” &#8230;</span></p>
<p><span style="font-size:14.1667px;">“Considero o aborto uma coisa terrível. Num país como o nosso, hoje, nas condições atuais, isso liberaria coisas para uma verdadeira carnificina” </span><span style="line-height:24px;font-size:14.1667px;">(sabatina promovida pelo jornal “Folha de S. Paulo” e pelo portal UOL, 21 de junho de 2010)</span></p>
<p><span style="line-height:24px;">&#8220;O candidato José Serra (PSDB) prometeu, se for eleito, manter proibida a prática do aborto no Brasil. Serra disse que não pretende mudar a lei atual que, apesar de vedar o aborto, determina que a rede pública de saúde dê assistência a mulheres que têm complicações provocadas pela interrupção da gravidez.<br />
“No que depender de iniciativa do Executivo, porque deputado e senador pode tomar, eu não procurarei mudança na lei atual. Ficará como está&#8221;" (entrevista para TV Brasil</span>, 22 de julho de 2<strong>010) </strong></p>
<p><strong>LEVY FIDELIX</strong></p>
<p>&#8220;Candidato à presidência pelo PRTB, afirmou, [em 3 de agosto de 2010] em <a href="http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4602713-EI15315,00-Ou+desarmamos+o+mundo+ou+criamos+a+bomba+diz+Levy+Fidelix.html" target="_blank">entrevista para a Rede Record</a>, ser contra o aborto e a união civil homossexual por considerar os temas “antinaturais”. O candidato disse não se deixar levar pelo o que chamou de “pressão da mídia”. “Sou contra o casamento gay e aborto. Isso é antinatural. Sou a favor da vida. Está aí a religião que nos dá princípios morais, seculares. Não é porque tem pressão da mídia que devo ser a favor. (…) Se é antinatural, sou contra. Sou católico, professo a minha fé”, disse. De acordo com Fidelix, é preciso prestar assistência para as mulheres que realizam abortos, mas isso não significa legalizar a ação. “Temos que minorar os problemas, mas não incentivar o aborto”.</p>
<p><span style="font-size:14.1667px;"><strong>MARINA SILVA:</strong></span></p>
<p><span style="font-size:14.1667px;"><strong> </strong> &#8221; Proponho o debate democratico de um debate que nao é facil de ser enfrentado, na sociedade brasileira inclusive.&#8221; (G1, 18 de maio de 2010)</span></p>
<p>“Se eu acredito que o plebiscito é o melhor caminho, vou trabalhar para viabilizar o plebiscito” (Correio Braziliense, 18 de Junho de 2010)</p>
<p><strong>PLÍNIO ARRUDA SAMPAIO:</strong></p>
<p><strong> </strong>“Apoio o movimento em favor da descriminalização do aborto porque, evidentemente, a lei atual demonstrou ser, não apenas ineficaz, mas claramente perniciosa, uma vez que obriga as mulheres a recorrer a pessoas despreparadas e inescrupulosas para interromper uma gravidez indesejada.” (site da campanha de Plínio Arruda Sampaio /link:<br />
<a href="http://pliniopresidente.com/2010/03/8-de-marco-dia-internacional-de-luta-das-mulheres/" target="_blank">http://pliniopresidente.com/2010/03/8-de-marco-dia-internacional-de-luta-das-mulheres/</a>)</p>
<p>&#8220;Na opinião do candidato do P-SOL, Plínio Arruda Sampaio, as mulheres devem ter o direito de decidir sobre a interrupção da gravidez, e a legalização do aborto acabaria com as mortes causadas pela prática realizada de maneira clandestina. (<a href="http://opovo.uol.com.br/app/politica/2010/07/27/int_politica,2024615/plinio-sampaio-e-a-favor-da-legalizacao-do-aborto-da-maconha-e-do-casamento-gay.shtml?utm_source=twitterfeed&amp;utm_medium=twitter" target="_blank">Agência Brasil, 27 de julho de 2010</a>)</p>
<p><strong>RUI PIMENTA</strong></p>
<p>&#8220;Candidato do PCO à presidência da República, em sabatina da <a href="http://noticias.terra.com.br/eleicoes/2010/noticias/0,,OI4607122-EI15315,00-Eleicao+e+um+jogo+de+cartas+marcadas+diz+Rui+Pimenta.html" target="_blank">Rede Record</a>(05de agosto de 2010 – Link do Terra), disse ser a favor da união de pessoas do mesmo sexo e da realização do aborto. “Eu sou favorável a dar direito nas mulheres de acertarem ou errarem (…). O homem não opina”, resumiu.</p>
<p><strong>ZÉ MARIA</strong></p>
<p>&#8220;Em <a href="http://noticias.r7.com/brasil/noticias/ze-maria-critica-lula-defende-estatizacao-da-embraer-casamento-gay-e-aborto-20100720.html" target="_blank">entrevista ao R7, em 20/07/2010</a>, defendeu que o Estado precisa encarar o aborto como um problema de saúde pública e “assegurar o direito” das mulheres que optarem por abortar.&#8221;</p>
<p><span style="font-size:14.1667px;">(Fonte: <a href="http://www.abortoemdebate.com.br/wordpress/?p=791">http://www.abortoemdebate.com.br/wordpress/?p=791</a>)</span></p>
<h2>♣ <span style="font-family:Georgia, 'Bitstream Charter', serif;line-height:24px;font-size:14.1667px;">Sobre a declaração de Serra associando legalização do aborto e carnificina, vale a pena ler:</span></h2>
<p><span style="line-height:27px;font-size:14.1667px;"><a href="http://www.brasilautogestionario.org/2010/06/29/carnificina-e-nao-descriminalizar-o-aborto/">http://www.brasilautogestionario.org/2010/06/29/carnificina-e-nao-descriminalizar-o-aborto/</a></span></p>
<h2>♣ <span style="font-family:Georgia, 'Bitstream Charter', serif;font-weight:normal;line-height:27px;font-size:14.1667px;"><strong>E aqui, alguns comentários conclusivos sobre a posição mais ou menos declarada do-a-s 4 principais candidato-a-s:</strong></span></h2>
<h2><span style="font-family:Georgia, 'Bitstream Charter', serif;font-weight:normal;line-height:23px;font-size:14.1667px;"> <a href="http://index.opsblog.org/06/2010/candidatos-legalizacao-do-aborto/">http://index.opsblog.org/06/2010/candidatos-legalizacao-do-aborto/</a></span></h2>
<br />Filed under: <a href='http://umamulhernomundo.wordpress.com/category/aborto/'>Aborto</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/umamulhernomundo.wordpress.com/155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/umamulhernomundo.wordpress.com/155/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/umamulhernomundo.wordpress.com/155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/umamulhernomundo.wordpress.com/155/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/umamulhernomundo.wordpress.com/155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/umamulhernomundo.wordpress.com/155/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/umamulhernomundo.wordpress.com/155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/umamulhernomundo.wordpress.com/155/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/umamulhernomundo.wordpress.com/155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/umamulhernomundo.wordpress.com/155/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/umamulhernomundo.wordpress.com/155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/umamulhernomundo.wordpress.com/155/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/umamulhernomundo.wordpress.com/155/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/umamulhernomundo.wordpress.com/155/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umamulhernomundo.wordpress.com&amp;blog=6865302&amp;post=155&amp;subd=umamulhernomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>“Quanto mais machista a cultura local, maior tende a ser a violência contra a mulher”, diz a psicóloga Paula Licursi Prates</title>
		<link>http://umamulhernomundo.wordpress.com/2010/07/08/%e2%80%9cquanto-mais-machista-a-cultura-local-maior-tende-a-ser-a-violencia-contra-a-mulher%e2%80%9d-diz-a-psicologa-paula-licursi-prates/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Jul 2010 23:30:51 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Gêneros]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>

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		<description><![CDATA[É o que o caso do criminoso do flamengo tem ilustrado, infelizmente e radicalmente, com proeza. Ao longo dos ultimos dias, a jovem mulher, Eliza Samudio, desaparecida e provavelmente ja morta cruelmente, foi vilipendeada publicamente tanto pelo envolvido quanto por &#8230; <a href="http://umamulhernomundo.wordpress.com/2010/07/08/%e2%80%9cquanto-mais-machista-a-cultura-local-maior-tende-a-ser-a-violencia-contra-a-mulher%e2%80%9d-diz-a-psicologa-paula-licursi-prates/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umamulhernomundo.wordpress.com&amp;blog=6865302&amp;post=146&amp;subd=umamulhernomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É o que o caso do criminoso do flamengo tem ilustrado, infelizmente e radicalmente, com proeza.</p>
<p>Ao longo dos ultimos dias, a jovem mulher, Eliza Samudio, desaparecida e provavelmente ja morta cruelmente, foi vilipendeada publicamente tanto pelo envolvido quanto por comentaristas de noticias de pé de site, como se um crime contra o ser humano pudesse ser mitigado pela &#8220;desonra&#8221;-que nesse caso, e com frequência, é de uma mulher.  Fosse ela irma catolica ou atriz de TV, garota de programa ou mae de doze, divagações à sabor moral sobre a vida sexual e a moral de uma mulher nao deveriam nem atravessar o trajeto que liga o cérebro à boca do sujeito. E, se apesar de tudo, acabarem sendo pronunciadas, deveriam menos ainda serem publicadas pela midia em seu anseio por de fofocas  de maneira irresponsavel. Até agora nao vi rastro de uma reportagem critica às palavras do criminoso do flamengo nem aos comentaristas sexistas de pé de pagina.</p>
<p>Mesmo que pareça normativo, parece-me fundamental que a midia comece enfim a promover a educaçao do povo brasileiro no que diz respeito à mulher. Enquanto nossa cultura feminina nao mudar, as Elizas, as Mercias, as Eloas, as Danielas, entre tantas outras, conhecidas ou nao, ainda serao muitas&#8230;</p>
<p>Como declarou hoje Marina Silva, &#8220;Repetidamente nós temos visto acontecer esse tipo de episódio contra as mulheres&#8221;. É hora de se indignar. De se impacientar.</p>
<p>Segundo um novo estudo &#8220;Mapa da Violência no Brasil 2010&#8243;, do Instituto Zangari (baseado nos dados do SUS), nos ultimos 10 anos, o Brasil apresentou uma taxa de <span style="text-decoration:underline;">10 mulheres assassinadas por dia</span>! Entre 97 e 2007, por exemplo, foram 41 mil e 532 mulheres vitimas de homicidio. Ainda que a taxa de assissanato de mulheres seja evidentement muito mas baixa que a dos homens, importa atentar a suas motivações qualitativamente distintas.</p>
<p>Como indica a matéria do Estado de SP, &#8220;De maneira geral, homens se matam por temas urbanos como tráfico de drogas e desordem territorial e os crimes ocorrem principalmente nas grandes cidades (&#8230;). “No caso das mulheres, os assassinos são atuais ou antigos maridos, namorados ou companheiros, inconformados em perder o domínio sobre uma relação que acreditam ter o direito de controlar”, explica Wânia Pasinato Izumino, pesquisadora do Núcleo de Estudo da Violência da USP&#8221;.</p>
<p>Em 25% dos casos dos assassinatos acontecidos esse ano em Sao Paulo, a motivaçao foi declarada <span style="text-decoration:underline;">torpe</span>. &#8220;São casos como negativas de fazer sexo ou de manter a relação. Em 50% das ocorrências, o motivo foi qualificado como fútil, como casos de discussões domésticas. Houve 10% de mortes por motivos passionais, ligados a ciúmes, por exemplo, e 10% relacionado ao uso ou à venda de drogas.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,dez-mulheres-sao-mortas-por-dia-no-pais,575974,0.htm">http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,dez-mulheres-sao-mortas-por-dia-no-pais,575974,0.htm</a></p>
<br />Filed under: <a href='http://umamulhernomundo.wordpress.com/category/generos/'>Gêneros</a>, <a href='http://umamulhernomundo.wordpress.com/category/violencia/'>Violência</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/umamulhernomundo.wordpress.com/146/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/umamulhernomundo.wordpress.com/146/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/umamulhernomundo.wordpress.com/146/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/umamulhernomundo.wordpress.com/146/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/umamulhernomundo.wordpress.com/146/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/umamulhernomundo.wordpress.com/146/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/umamulhernomundo.wordpress.com/146/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/umamulhernomundo.wordpress.com/146/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/umamulhernomundo.wordpress.com/146/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/umamulhernomundo.wordpress.com/146/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/umamulhernomundo.wordpress.com/146/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/umamulhernomundo.wordpress.com/146/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/umamulhernomundo.wordpress.com/146/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/umamulhernomundo.wordpress.com/146/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umamulhernomundo.wordpress.com&amp;blog=6865302&amp;post=146&amp;subd=umamulhernomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Lei reveladora: RS concede prioridade em cirurgia reparadora a vitimas de violência doméstica</title>
		<link>http://umamulhernomundo.wordpress.com/2010/05/05/lei-reveladora-rs-concede-prioridade-em-cirurgia-reparadora-a-vitimas-de-violencia-domestica/</link>
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		<pubDate>Thu, 06 May 2010 00:38:31 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Corpo]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>

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		<description><![CDATA[Por um lado, merece ser reconhecida e mesmo felicitada a iniciativa politica que prioriza certos cuidados médicos às mulheres agredidas, como é o caso da nova lei do RS (elaborada por Raul Carrion, do PC do B), que busca tornar prioritarias as cirurgias plasticas visando a reparaçao de &#8220;deformidades ou &#8230; <a href="http://umamulhernomundo.wordpress.com/2010/05/05/lei-reveladora-rs-concede-prioridade-em-cirurgia-reparadora-a-vitimas-de-violencia-domestica/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umamulhernomundo.wordpress.com&amp;blog=6865302&amp;post=129&amp;subd=umamulhernomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por um lado, merece ser reconhecida e mesmo felicitada a iniciativa politica que prioriza certos cuidados médicos às mulheres agredidas, como é o caso da nova lei do RS (elaborada por Raul Carrion, do PC do B), que busca tornar prioritarias as cirurgias plasticas visando a reparaçao de <span style="text-decoration:underline;">&#8220;deformidades ou deficiências&#8221;</span>  provocadas pela violência domestica. Por outro, nao se pode perder de vista seu significado. </p>
<p>Essa lei contitui, na verdade, um sintoma importante do nivel critico onde se encontra a condiçao da mulher brasileira no que diz respeito à violência. Assim, pode-se questionar o tipo de casos que assitentes sociais, médicos e psicologos têm testemunhado em seu quotidiano para que uma tal lei possa ver o dia. Ora, se nao for acompanhada de politicas, iniciativas juridicas, campanhas, etc., que se ataquem à raiz do problema, essa lei pode mesmo se tornar nefasta. Sozinha, ela podera ter o efeito inverso e se tornar perniciosa pois servira de simples consolaçao estética às mulheres agredidas a quem o Estado nao da outra alternativa que o &#8221;fato estabelecido&#8221; da violência constante e impune. Por isso, mais do que celebra-la, é preciso continuar questionando a sociedade que ela incarna.</p>
<p>(Mais detalhes da lei em: <a href="http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,mulheres-agredidas-terao-prioridade-para-cirurgia-plastica-no-rs,545117,0.htm">http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,mulheres-agredidas-terao-prioridade-para-cirurgia-plastica-no-rs,545117,0.htm</a>)</p>
<br />Filed under: <a href='http://umamulhernomundo.wordpress.com/category/corpo/'>Corpo</a>, <a href='http://umamulhernomundo.wordpress.com/category/violencia/'>Violência</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/umamulhernomundo.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/umamulhernomundo.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/umamulhernomundo.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/umamulhernomundo.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/umamulhernomundo.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/umamulhernomundo.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/umamulhernomundo.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/umamulhernomundo.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/umamulhernomundo.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/umamulhernomundo.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/umamulhernomundo.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/umamulhernomundo.wordpress.com/129/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/umamulhernomundo.wordpress.com/129/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/umamulhernomundo.wordpress.com/129/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umamulhernomundo.wordpress.com&amp;blog=6865302&amp;post=129&amp;subd=umamulhernomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Mulher brasileira: entre poder econômico e miséria subjetiva, ou corpo e marido como capital</title>
		<link>http://umamulhernomundo.wordpress.com/2010/05/01/mulher-brasileira-entre-poder-economico-e-miseria-subjetiva-ou-corpo-e-marido-como-capital/</link>
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		<pubDate>Sat, 01 May 2010 19:55:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>DES</dc:creator>
				<category><![CDATA[Corpo]]></category>
		<category><![CDATA[Gêneros]]></category>

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		<description><![CDATA[Impossivel resistir à re-postagem de entrevista realizada com a antropologa Mirian Goldenberg pelo site Comportamento e consumo (http://www.cetiqt.senai.br/blog/comportamento/?p=1115). O post original introduz a entrevista abordando a funçao do corpo como capital, noçao abordada no livro da professora Goldenberg (Dpto de &#8230; <a href="http://umamulhernomundo.wordpress.com/2010/05/01/mulher-brasileira-entre-poder-economico-e-miseria-subjetiva-ou-corpo-e-marido-como-capital/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umamulhernomundo.wordpress.com&amp;blog=6865302&amp;post=106&amp;subd=umamulhernomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Impossivel resistir à re-postagem de entrevista realizada com a antropologa <strong>Mirian Goldenberg</strong> pelo site <em>Comportamento e consumo</em> (<a href="http://www.cetiqt.senai.br/blog/comportamento/?p=1115">http://www.cetiqt.senai.br/blog/comportamento/?p=1115</a>).</p>
<p>O post original introduz a entrevista abordando a funçao do corpo como capital, noçao abordada no livro da professora Goldenberg (Dpto de Antropologia Cultural e Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro), “O corpo como capital: gênero, sexualidade e moda na cultura brasileira” (2007), que acaba de ser re-editado. Segue abaixo a entrevista.</p>
<p><a href="http://www.cetiqt.senai.br/blog/comportamento/wp-content/uploads/2010/04/Mirian.png"><img title="Mirian" src="http://www.cetiqt.senai.br/blog/comportamento/wp-content/uploads/2010/04/Mirian.png" alt="" width="147" height="192" /></a></p>
<p>&#8220;A segunda edição traz como novidade um interessante prefácio da organizadora, que incorpora ao livro a discussão sobre o chamado “capital marital”, outro conceito chave criado por Mirian Goldenberg para pensar o valor do marido na vida das mulheres brasileiras.  A coletânea apresenta ainda um texto novo de apresentação, onde são feitas algumas considerações sobre  a relação entre  o corpo como capital na nossa cultura e os ideais de felicidade de homens e mulheres brasileiros. (&#8230;)</p>
<p>Para saber um pouco mais sobre o valor do corpo e do marido na nossa cultura, conversamos com Mirian Goldenberg.</p>
<p><a href="http://www.cetiqt.senai.br/blog/comportamento/wp-content/uploads/2010/04/Mirian.png"></a></p>
<p><strong>Mirian, como surgiu e a que se refere o conceito de “corpo como capital”? </strong></p>
<p><strong>MG:</strong>       Venho construindo essa ideia desde 1998, quando que iniciei uma pesquisa na cidade do Rio de Janeiro.  O conceito surgiu a partir das minhas reflexões sobre as obras do sociólogo francês Pierre Bourdieu. Meu argumento central é que, no Brasil, determinado modelo de corpo, que Pierre Bourdieu chamaria de um corpo distintivo, é um capital: um corpo jovem, magro, em boa forma, sexy.</p>
<p>Acredito que, na cultura brasileira, determinado modelo de corpo é uma riqueza, talvez uma das mais desejadas pelos indivíduos das camadas médias urbanas e também das camadas mais pobres, que percebem seu corpo como um importante veículo de ascensão social. Neste sentido, além de um capital físico, o corpo é, também, um capital simbólico, um capital econômico e um capital social.  Eu e você elaboramos esta ideia no capítulo que escrevemos juntos para o livro Nu e vestido<em>.</em></p>
<p>Um dado recente mostra a importância que o corpo adquiriu na cultura brasileira e demonstra como ele pode ser um importante capital. Em 2008, a revista norte-americana <em>Forbes</em> elegeu as 100 celebridades mais poderosas do mundo. Os únicos brasileiros da lista são a modelo Gisele Bündchen e o jogador Ronaldinho Gaúcho. Gisele, segundo a revista, faturou US$ 35 milhões em 2007, enquanto Ronaldinho faturou US$ 37 milhões. Não é à toa que as duas profissões são, atualmente, muito desejadas por meninos e meninas das camadas mais baixas, mas, também, das camadas médias brasileiras.</p>
<p>É dentro deste quadro que analiso a categoria “o corpo” que apareceu na pesquisa quantitativa que realizemos no universo das camadas médias cariocas. Surpresos com a recorrência desta categoria, em uma pesquisa que investigava os valores e comportamentos a respeito de temas como sexualidade, casamento e infidelidade, descobrimos que “o corpo” é um valor e, também, um verdadeiro capital no universo pesquisado.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Em sua pesquisa atual, “corpos, envelhecimento e identidades culturais”, você pesquisou algumas mulheres alemãs. O que você encontrou ao comparar as mulheres alemãs e brasileiras? </strong></p>
<p><strong>MG:</strong>       A partir da ideia do corpo como um capital, passei a refletir sobre o significado do envelhecimento feminino na sociedade brasileira. Em uma cultura em que o corpo é um importante capital, no mercado de casamento, no mercado sexual e no mercado profissional, como as mulheres vivenciam o envelhecimento? Quais os principais medos das brasileiras ao envelhecerem? Qual o significado do envelhecimento em determinados segmentos sociais?</p>
<p>Após uma viagem de dois meses pela Alemanha, em junho e julho de 2007, onde ministrei oito palestras em diferentes universidades com o título “O corpo como capital na cultura brasileira”, iniciei uma pesquisa na cidade do Rio de Janeiro com mulheres na faixa etária de 50 a 60 anos, das camadas médias e altas. Realizei sete grupos de discussão e, também, entrevistas em profundidade, assim como a aplicação de questionários com perguntas abertas. Comparando o discurso das brasileiras pesquisadas, com o de algumas mulheres que entrevistei na Alemanha, da mesma idade e também das camadas médias, pude perceber algumas semelhanças e diferenças interessantes para serem analisadas.</p>
<p>Em primeiro lugar, a ênfase na decadência do corpo e na falta de homem é uma característica do discurso das brasileiras. A ideia de falta, de invisibilidade e de aposentadoria só apareceu no discurso das brasileiras. As alemãs enfatizaram a riqueza do momento que estão vivendo, em termos profissionais, intelectuais e culturais. Consideram os cinqüenta um momento de grande realização e possibilidades, valorizam o trabalho, a saúde e a qualidade de vida que conquistaram. O corpo, para elas, não é tão importante, a aparência jovem não é valorizada e, sim, a realização profissional, a saúde e a qualidade de vida. Algumas me disseram que não compreendiam por que a mulher brasileira gosta de receber elogios e cantadas na rua. Uma me disse, enfaticamente: “você mesma é que deve se sentir atraente. Você não precisa de ninguém para dizer se é atraente ou não. É muito infantil esta postura. Eu sei avaliar se sou atraente ou não. É só me olhar no espelho. É uma falta de dignidade ser tão dependente dos homens”. Outra me disse que a personalidade é muito mais importante no jogo da sedução do que o corpo. Elas disseram que o que importa é a individualidade, a inteligência e a conversa. Uma das afirmações que ouvi recorrentemente das alemãs foi: “eu sou uma mulher emancipada”, não só economicamente, mas, principalmente, psicologicamente.</p>
<p><a href="http://www2.odiario.net/imagens/d47b8adc41c8e1cabae01a4ee31cc259099d5f94.jpg"></a></p>
<p>Uma das primeiras constatações ao comparar as brasileiras e alemãs pesquisadas, é que a emancipação da mulher alemã, no universo pesquisado, é bastante evidente. As mulheres que estou pesquisando são da geração pós-guerra e pós-movimento feminista. São mulheres que trabalham, independentes economicamente, algumas não têm filhos, escolha tão legítima na Alemanha quanto aquelas que têm filhos. São casadas com homens de idade semelhantes à delas, são divorciadas ou solteiras.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Você encontrou, entre as suas pesquisadas, algum aspecto considerado positivo no envelhecimento?</strong></p>
<p><strong>MG:</strong>       As brasileiras que pesquisei trabalham ou são aposentadas. Todas são ou foram casadas, todas têm filhos, todas já cumpriram (ou ainda cumprem) o papel de esposa e mãe. Os cinqüenta, para algumas das brasileiras pesquisadas, é um momento de libertação do papel de esposa e mãe, para “ser eu mesma pela primeira vez”, frase recorrente no discurso delas.</p>
<p>Enquanto emancipação foi a palavra recorrente das alemãs, liberdade foi o que as brasileiras disseram. Há ainda uma outra diferença, a emancipação das alemãs foi uma conquista de toda a vida, desde jovens. A liberdade das brasileiras parece ser uma conquista tardia, após elas cumprirem os papéis obrigatórios de esposa e mãe.</p>
<p>A frase “hoje eu posso ser eu mesma pela primeira vez na minha vida” foi repetida por muitas brasileiras que percebem o envelhecimento como uma redescoberta, altamente valorizada, de um “eu” que estava encoberto ou subjugado pelas obrigações sociais, especialmente no investimento feito no papel de esposa e de mãe. As ideias de reencontrar-se, reinventar-se, redescobrir-se apareceram muito entre as brasileiras, sempre associada ao fato de fazerem, hoje, as coisas que mais gostam: estudar, ler, conversar com as amigas, sair sozinha, ter tempo para si mesma, viajar ou, até mesmo, encontrar um novo prazer com o marido assumindo mais os próprios desejos, e não buscando agradá-lo.</p>
<p>Mesmo as que são casadas, sentem-se mais livres após os cinqüenta para “serem elas mesmas”. Algumas redescobrem prazeres e vocações deixadas de lado em função do casamento e da maternidade, retomados após os filhos estarem mais velhos.</p>
<p>As alemãs me pareceram muito mais individualizadas e independentes da figura masculina. Elas enfatizaram muito em seus discursos a realização profissional, o respeito e o reconhecimento que conquistaram no mundo do trabalho. Ouvi, durante muitas horas, relatos sobre as disputas que venceram em suas profissões. Já as brasileiras falaram a maior parte do tempo sobre o homem, seja pela presença dele em suas vidas, altamente valorizada e necessária para a sua satisfação, seja para reclamar de sua falta. Um dos fatos que chamou minha atenção foi que as brasileiras falaram pouquíssimo de seus filhos e, menos ainda, de suas atividades profissionais. É interessante destacar que, nos grupos que pesquisei, o fato de viajarem, conversarem com as amigas, saírem sozinhas ou descobrirem uma nova atividade (um curso de filosofia, um curso de pintura ou um grupo religioso), apareceu com muito mais destaque do que os filhos e o trabalho. Poucos foram os momentos em que falaram de seus pais ou mães e mais raros ainda os que falaram de seus netos, apesar de algumas serem avós.</p>
<p>Em minha observação comparativa destes dois universos, as alemãs me pareceram muito mais confortáveis com o seu envelhecimento do que as brasileiras. No Brasil, tenho observado um abismo enorme entre o poder objetivo das mulheres pesquisadas, o poder real que elas conquistaram em diferentes domínios (sucesso, dinheiro, prestígio, reconhecimento, e, até mesmo, a boa forma física) e a miséria subjetiva que aparece em seus discursos (gordura, flacidez, decadência do corpo, insônia, doença, medo, solidão, rejeição, abandono, vazio, falta, invisibilidade e aposentadoria). Observando a aparência das alemãs e das brasileiras pesquisadas, as últimas parecem muito mais jovens e em boa forma do que as primeiras, mas se sentem subjetivamente muito mais velhas e desvalorizadas do que elas. A discrepância entre a realidade objetiva e os sentimentos subjetivos das brasileiras me fez perceber que aqui o envelhecimento é um problema muito maior, o que pode explicar o enorme sacrifício que muitas fazem para parecer mais jovens, por meio do corpo, da roupa e do comportamento. Elas constroem seus discursos enfatizando as faltas que sentem, e não suas conquistas objetivas.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Qual é a relação entre os conceitos de “corpo como capital” e “capital marital” apresentado nessa segunda edição do livro? </strong></p>
<p><strong>MG:</strong>       É interessante observar que, tanto no discurso de vitimização quanto no de libertação, dois foram os eixos centrais das brasileiras pesquisadas: o corpo e a relação conjugal, mais especialmente o(s) casamento(s) de cada uma delas. O corpo foi tanto objeto de extremo sofrimento (em função de suas doenças ou decadência) ou de extremo prazer (em função da maior aceitação e cuidado com ele). Os parceiros amorosos foram, também, objeto de extrema dor (alcoolismo, machismo, violência, autoritarismo, egoísmo, abandono, rejeição, faltas) ou de extremo prazer (companheirismo, prazer sexual, cumplicidade).</p>
<p>Diferentemente das alemãs, as brasileiras centram o seu discurso na figura masculina, seja na falta de homem, seja na sua presença. As que se mostraram mais satisfeitas com suas vidas, entre as brasileiras pesquisadas, são aquelas casadas há muitos anos. Mesmo estas, disseram que os homens são mais frágeis, dependentes, acomodados, ingênuos, inseguros, imaturos e infantis. O interessante é que, em quase todos os casos, o marido é o principal provedor familiar, tendo uma renda muito superior à da esposa. Algumas brasileiras disseram que seus maridos ligam vinte vezes por dia para o celular, que eles ficam deprimidos quando elas viajam, ou que precisam delas o tempo todo. Os depoimentos enfatizam que “ele precisa muito de mim”, “ele não sabe ficar sozinho”, “ele precisa de mim para cuidar dele”.</p>
<p>Ao analisar os depoimentos femininos, é possível constatar que, além do corpo ser um capital importantíssimo no Brasil, o marido também é um capital, talvez até mais importante do que o corpo nesta faixa etária. Um marido, um casamento sólido e satisfatório, foi o que as pesquisadas mais valorizaram em seus depoimentos. Em um dos grupos realizados, uma mulher magra, bonita e com a aparência muito jovem disse que sentia inveja de uma outra pesquisada, por ela ter um casamento de trinta anos. O detalhe é que a segunda era gorda e com uma aparência muito mais velha do que a primeira. A magra disse: “Eu tive e tenho muitos namorados, mas não consigo ter um companheiro, um marido. Senti inveja quando você falou do seu relacionamento de trinta anos, eu nunca consegui ter isso, não sei porque”.</p>
<p>Utilizei, então, mais uma vez, as ideias de Pierre Bourdieu para criar um novo tipo de capital, que não teria peso nenhum para as mulheres alemãs, mas que parece ser extremamente importante para as brasileiras. Um capital que chamo de “capital marital”. Ter um marido é um verdadeiro capital para a mulher brasileira. Por outro lado, as brasileiras pesquisadas também parecem poderosas por, além de terem um marido, sentirem-se mais fortes, independentes e interessantes do que eles (mesmo que eles ganhem muito mais do que elas e sejam mais bem sucedidos em suas profissões). Portanto, em um mercado em que os maridos são escassos, principalmente na faixa etária pesquisada, as brasileiras casadas sentem-se duplamente poderosas: por terem um produto raro e extremamente valorizado no mercado e por se sentirem superiores e imprescindíveis para seus maridos.</p>
<p>Em uma cultura, como a brasileira, em que o corpo é um importante capital, o envelhecimento pode ser vivenciado como um momento de grandes perdas (de capital). Em uma cultura, como a alemã, em que os capitais mais valorizados são outros, como o profissional, o científico e o cultural, o envelhecimento pode ser vivido como um momento de inúmeros ganhos e de muitas realizações e, especialmente, de extrema liberdade. Liberdade também muito valorizada, ainda que tardiamente, pelas brasileiras pesquisadas.&#8221;</p>
<p>(Fonte: <a href="http://www.cetiqt.senai.br/blog/comportamento/?p=1115">http://www.cetiqt.senai.br/blog/comportamento/?p=1115</a>)</p>
<br />Filed under: <a href='http://umamulhernomundo.wordpress.com/category/corpo/'>Corpo</a>, <a href='http://umamulhernomundo.wordpress.com/category/generos/'>Gêneros</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/umamulhernomundo.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/umamulhernomundo.wordpress.com/106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/umamulhernomundo.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/umamulhernomundo.wordpress.com/106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/umamulhernomundo.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/umamulhernomundo.wordpress.com/106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/umamulhernomundo.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/umamulhernomundo.wordpress.com/106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/umamulhernomundo.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/umamulhernomundo.wordpress.com/106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/umamulhernomundo.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/umamulhernomundo.wordpress.com/106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/umamulhernomundo.wordpress.com/106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/umamulhernomundo.wordpress.com/106/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umamulhernomundo.wordpress.com&amp;blog=6865302&amp;post=106&amp;subd=umamulhernomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Por uma campanha de encorajamento à denuncia de abusos sexuais</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Apr 2010 01:34:20 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Corpo]]></category>
		<category><![CDATA[Estupro]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>

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		<description><![CDATA[Segundo estudo realizado por um hospital de Sao Paulo, 76 % das vitimas de violência sexual têm menos de 17 anos e quase a metade, menos de 12 anos.  Regra geral, os abusos sao cometidos por individuos proximos à vitima (pai, padrasto, avô, tio, vizinho, irmao, &#8230; <a href="http://umamulhernomundo.wordpress.com/2010/04/29/por-uma-campanha-de-encorajamento-a-denunciacao-de-abusos-sexuais/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umamulhernomundo.wordpress.com&amp;blog=6865302&amp;post=91&amp;subd=umamulhernomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo estudo realizado por um hospital de Sao Paulo, 76 % das vitimas de violência sexual têm menos de 17 anos e quase a metade, menos de 12 anos.  Regra geral, os abusos sao cometidos por individuos proximos à vitima (pai, padrasto, avô, tio, vizinho, irmao, etc.).</p>
<br />Filed under: <a href='http://umamulhernomundo.wordpress.com/category/corpo/'>Corpo</a>, <a href='http://umamulhernomundo.wordpress.com/category/violencia/estupro/'>Estupro</a>, <a href='http://umamulhernomundo.wordpress.com/category/violencia/'>Violência</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/umamulhernomundo.wordpress.com/91/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/umamulhernomundo.wordpress.com/91/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/umamulhernomundo.wordpress.com/91/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/umamulhernomundo.wordpress.com/91/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/umamulhernomundo.wordpress.com/91/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/umamulhernomundo.wordpress.com/91/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/umamulhernomundo.wordpress.com/91/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/umamulhernomundo.wordpress.com/91/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/umamulhernomundo.wordpress.com/91/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/umamulhernomundo.wordpress.com/91/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/umamulhernomundo.wordpress.com/91/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/umamulhernomundo.wordpress.com/91/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/umamulhernomundo.wordpress.com/91/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/umamulhernomundo.wordpress.com/91/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umamulhernomundo.wordpress.com&amp;blog=6865302&amp;post=91&amp;subd=umamulhernomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Quantas</title>
		<link>http://umamulhernomundo.wordpress.com/2009/03/18/quantas/</link>
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		<pubDate>Wed, 18 Mar 2009 16:54:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>DES</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aborto]]></category>

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		<description><![CDATA[Quantas mulheres você conhece que  ja realizaram um aborto? E ja imaginou quantas a sua volta o calam ? Bem provavelmente você conhece muito mais do que imagina&#8230; Publicado emAborto<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umamulhernomundo.wordpress.com&amp;blog=6865302&amp;post=74&amp;subd=umamulhernomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quantas mulheres você conhece que  ja realizaram um aborto?</p>
<p>E ja imaginou quantas a sua volta o calam ?</p>
<p>Bem provavelmente você conhece muito mais do que imagina&#8230;</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-79" title="aborto-pv2" src="http://umamulhernomundo.files.wordpress.com/2009/03/aborto-pv2.jpg?w=500&#038;h=746" alt="aborto-pv2" width="500" height="746" /></p>
<br />Publicado emAborto  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/umamulhernomundo.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/umamulhernomundo.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/umamulhernomundo.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/umamulhernomundo.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/umamulhernomundo.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/umamulhernomundo.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/umamulhernomundo.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/umamulhernomundo.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/umamulhernomundo.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/umamulhernomundo.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/umamulhernomundo.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/umamulhernomundo.wordpress.com/74/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/umamulhernomundo.wordpress.com/74/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/umamulhernomundo.wordpress.com/74/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umamulhernomundo.wordpress.com&amp;blog=6865302&amp;post=74&amp;subd=umamulhernomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>17 março</title>
		<link>http://umamulhernomundo.wordpress.com/2009/03/17/17-marco/</link>
		<comments>http://umamulhernomundo.wordpress.com/2009/03/17/17-marco/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 22:18:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>DES</dc:creator>
				<category><![CDATA[Estupro]]></category>
		<category><![CDATA[Violência]]></category>

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		<description><![CDATA[17 março: Menina de 13 anos grávida do pai (Bahia) &#8220;A conselheira tutelar da cidade, Lindidalva Batista Santana, disse que recebeu uma denúncia sobre o abuso do pai contra a filha em novembro do ano passado. &#8220;Não tomamos providências naquela época &#8230; <a href="http://umamulhernomundo.wordpress.com/2009/03/17/17-marco/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umamulhernomundo.wordpress.com&amp;blog=6865302&amp;post=48&amp;subd=umamulhernomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color:#ff0000;"><span style="text-decoration:underline;">17 março:</span></span> Menina de 13 anos grávida do pai (Bahia)</p>
<p>&#8220;A conselheira tutelar da cidade, Lindidalva Batista Santana, disse que recebeu uma denúncia sobre o abuso do pai contra a filha em novembro do ano passado. &#8220;Não tomamos providências naquela época por <span style="text-decoration:underline;">falta de condições de trabalho</span>&#8221; . Uma nova denúncia, desta vez já citando a gravidez da menina, foi feita para o Conselho Tutelar. A conselheira informou que a vítima relatou que <span style="color:#000000;"><span style="text-decoration:underline;">sofria abusos sexuais desde a morte de sua mãe, há cerca de um ano e meio&#8230;. Segundo ela, a menina está apenas na 3ª série do ensino fundamental e os dois irmãos têm deficiência intelectual. A conselheira disse ainda que o município não tem abrigos e nem creche para receber a menina de maneira provisória. </span><span style="text-decoration:underline;">&#8220;Falta estrutura para darmos o atendimento adequado para esta menina aqui na cidade&#8221;</span> </span>&#8220;. </p>
<p>(Fonte: <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1046132-5598,00-MENINA+DE+ANOS+QUE+FICOU+GRAVIDA+DO+PAI+NAO+QUER+ABORTAR+NA+BAHIA.html">http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1046132-5598,00-MENINA+DE+ANOS+QUE+FICOU+GRAVIDA+DO+PAI+NAO+QUER+ABORTAR+NA+BAHIA.html</a></p>
<p><span style="color:#ff0000;"><span style="text-decoration:underline;">5 março</span></span>: menina de 11 anos, grávida de sete meses devido a estupro por pai adotivo esta internada (RS) e é acompanhada por equipe médica por causa da gravidez que é de alto risco. </p>
<p>(Fonte: <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1029838-5598,00-GRAVIDA+DE+ANOS+RECEBE+TRATAMENTO+NO+RS.html">http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1029838-5598,00-GRAVIDA+DE+ANOS+RECEBE+TRATAMENTO+NO+RS.html</a></p>
<p><a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1031557-5598,00-PAI+ADOTIVO+DE+GRAVIDA+DE+ANOS+E+DENUNCIADO+POR+ESTUPRO.html">http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1031557-5598,00-PAI+ADOTIVO+DE+GRAVIDA+DE+ANOS+E+DENUNCIADO+POR+ESTUPRO.html</a>)</p>
<br />Publicado emEstupro, Violência  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/umamulhernomundo.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/umamulhernomundo.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/umamulhernomundo.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/umamulhernomundo.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/umamulhernomundo.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/umamulhernomundo.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/umamulhernomundo.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/umamulhernomundo.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/umamulhernomundo.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/umamulhernomundo.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/umamulhernomundo.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/umamulhernomundo.wordpress.com/48/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/umamulhernomundo.wordpress.com/48/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/umamulhernomundo.wordpress.com/48/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umamulhernomundo.wordpress.com&amp;blog=6865302&amp;post=48&amp;subd=umamulhernomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">DES</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Aborto II – contatos e referências</title>
		<link>http://umamulhernomundo.wordpress.com/2009/03/17/aborto-ii-contatos-e-referencias/</link>
		<comments>http://umamulhernomundo.wordpress.com/2009/03/17/aborto-ii-contatos-e-referencias/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 21:36:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>DES</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aborto]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://umamulhernomundo.wordpress.com/?p=43</guid>
		<description><![CDATA[Lista de pessoas e instituiçoes envolvidas na questao do aborto, em campanhas, e referências sobre sua descriminalização e legalização (segue contatos por estados):  (fonte: www.midiaindependente.org. A tençao: a lista data de 2005, entao alguns nomes podem estar desatualizados, mas tais contatos podem ser sempre preciosos para campanhas de pressao &#8230; <a href="http://umamulhernomundo.wordpress.com/2009/03/17/aborto-ii-contatos-e-referencias/">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=umamulhernomundo.wordpress.com&amp;blog=6865302&amp;post=43&amp;subd=umamulhernomundo&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lista de pessoas e instituiçoes envolvidas na questao do aborto, em campanhas, e referências sobre sua descriminalização e legalização (segue contatos por estados):</p>
<p> (fonte: <span style="color:#008000;"><a href="http://www.midiaindependente.org">www.<strong>midiaindependente</strong>.org</a>.<span style="color:#000000;"> A tençao: a lista data de 2005, entao alguns nomes podem estar desatualizados, mas tais contatos podem ser sempre preciosos para campanhas de pressao publica e mobilizacao)</span></span></p>
<p>1. Gilberta Soares &#8211; psicóloga<br />
Cunhã Coletivo Feminista (João Pessoa/ PB)<br />
Telefones:83-32416595; 32415916<br />
Celular: 83-99881456<br />
Emails: cunha.cf@uol.com.br; gilbertas@ig.com.br<br />
Abordagem: saúde pública; direito de escolha e maternidade voluntária</p>
<p>2. Jacira Melo &#8211; Instituto Patrícia Galvão ( http://www.patriciagalvao.org.br)<br />
Abordagem: mapeamento do tema e referência para outros contatos.</p>
<p>3. Carla Batista &#8211; educadora<br />
Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB)</p>
<p>http://www.articulacaodemulheres.org.br</p>
<p>Tel: 81-34452086<br />
Email: carla@soscorpo.org.br</p>
<p>4. Clair Castilhos &#8211; médica sanitarista<br />
Representa a Rede Feminista de Saúde na Plataforma Dhesc<br />
Tel: 48-2332516; 48-3319388<br />
Email: <a href="mailto:clair@matrix.com.br">clair@matrix.com.br</a></p>
<p>5. Dulce Xavier e Maria José Rosado Nunes  &#8211; sociólogas<br />
Católicas pelo Direito de Decidir</p>
<p>http://www.catolicasonline.org.br</p>
<p>Tel: 11-35411376<br />
Email: cddbr.dulce@uol.com.br</p>
<p>6. Eleonora Menicucci &#8211; socióloga especializada em saúde pública<br />
Representante da AMB na Comissão Nacional do Pacto de Mortalidade Materna<br />
Cel: 11-9969413<br />
Email: leomenicucci@uol.com.br<br />
Abordagem: saúde pública; serviços de aborto legal; aborto e mulheres</p>
<p>7. Fátima Oliveira &#8211; médica e escritora<br />
Secretária Executiva da Rede Feminista de Saúde</p>
<p>http://www.redesaude.org.br/</p>
<p>Telefone: 31-3213 9097<br />
Celular: 31-92273622<br />
Email: fatimao@medicina.ufmg.br<br />
Abordagem: aborto e bioética; saúde pública; aspecto filosófico e moral; questão racial; aborto no Congresso Nacional</p>
<p>8. Lisandra Arantes &#8211; advogada e assessora parlamentar<br />
Centro Feminista de Estudos e Assessoria</p>
<p>http://www.cfemea.org.br</p>
<p>Tel: (61) 3224.1791<br />
Cel: (61) 9271.6818<br />
Email: lisandra@cfemea.org.br<br />
Abordagem: aborto no Congresso Nacional</p>
<p>9. Maria Betânia Ávila &#8211; socióloga<br />
SOS Corpo Instituto Feminista para a Democracia<br />
Tel: 81-34452086<br />
( http://www.soscorpo.org.br)<br />
Email: <a href="mailto:betania@soscorpo.org.br">betania@soscorpo.org.br</a></p>
<p>10. Tânia Lago &#8211; médica<br />
Comissão de Cidadania e Reprodução</p>
<p>http://www.ccr.org.br</p>
<p>Tel: 11-5575 7372<br />
Cel: 11-8331 6021<br />
Email: <a href="mailto:tania.lago@cebrap.org.br">tania.lago@cebrap.org.br</a></p>
<p>11. Verônica Lourenço &#8211; educadora<br />
Articulação de ONGs de Mulheres Negras Brasileiras<br />
Cel: 83-88027536<br />
Email: bamidelenegra@ig.com.br<br />
Abordagem: aborto e questão racial</p>
<p>12. Virgínia Feix &#8211; advogada<br />
Themis Assessoria Jurídica e estudos de Gênero</p>
<p>http://www.themis.org.br/</p>
<p>Tel: 51-3212-0104<br />
Cel: 51- 91859285<br />
Email: virginia@themis.org.br</p>
<p>13. Maria José de Oliveira Araújo<br />
Ministério da Saúde/ Coordenadora da Área Técnica de Saúde da Mulher<br />
Tel: 61-32235591<br />
Email: mazearaujo@saude.gov.br</p>
<p>14. Edmundo Baracat<br />
Presidente da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia<br />
Tel: 11-55734919<br />
Cel: 11-99851548<br />
Email: febrasgopresiden@uol.com.br; presidencia@febrasgo.org.br</p>
<p>15. Lia Zanotta<br />
Rede Feminista de Saúde e Agende</p>
<p>http://www.agende.org.br</p>
<p>Cel: 61-99610240<br />
Email: liazm@yahoo.com.br</p>
<p>16. Maria Elvira Salles Ferreira<br />
Fórum de Mulheres Mercosul<br />
Tel: 31-32917979<br />
Cel: 31-99551280<br />
Email: mariaelvirasalles@hotmail.com &#8211; forumdemulheres@hotmail.com<br />
Abordagem: aborto como direito</p>
<p>17. Schuma Schumaher<br />
AMB/ Redeh (Rede de desenvolvimento humano)<br />
www.redeh.org.br<br />
Tel: (21)2262-1704<br />
Cel: 21-99999122</p>
<p>18. Bernardette Espírito Santo &#8211; I Tribunal do Júri da Capital do RJ<br />
Tel: 21-25883594<br />
Cel: 21-81213491<br />
Email: bernardettsanto@ig.com.br</p>
<p>19. Leila Linhares Barsted &#8211; advogada/ diretora da Cepia</p>
<p>http://www.cepia.org.br</p>
<p>Tels: 21-25586115; 22052136<br />
Email: <a href="mailto:barsted@cepia.org.br">barsted@cepia.org.br</a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong> </strong></span></p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Contatos nos estados</strong></span></p>
<p><span style="color:#ff0000;">Bahia</span></p>
<p>1. Cecilia Sardenberg &#8211; antropóloga<br />
Diretora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher/ UFBA<br />
Tel: 71-33363977<br />
Cel: 71-91375477<br />
Emails: ceciliasard@yahoo.com.br; cecisard@ufba.br&gt;<br />
Abordagem: aspecto sócio-demográfico e racial; filosófico e moral; meios de comunicação</p>
<p>2. Maria Eunice Xavier Kalil &#8211; médica sanitarista<br />
Fórum de Mulheres de Salvador/ IMAIS<br />
Tel: 71-3237-6739<br />
Cel: 71- 9963-1535<br />
Email: mabice@terra.com.br<br />
Abordagem: Saúde pública; aborto e mulheres</p>
<p>3. Maria Helena Souza da Silva<br />
Superintendente de Políticas para Mulheres da Prefeitura do Salvador<br />
Tel: 71-3351-5689<br />
Cel: 71-9146-7765<br />
Email: lenamail@terra.com.br</p>
<p><span style="color:#ff0000;">Distrito Federal</span></p>
<p>1. Débora Diniz &#8211; antropóloga<br />
Anis-Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero</p>
<p>http://www.anis.org.br</p>
<p>Tel: 61-3343.1731<br />
Email: anis@anis.org.br<br />
Abordagem: aborto e bioética</p>
<p>2. Adson França &#8211; Ministério da Saúde<br />
Coordenador de acompanhamento do Pacto Nacional para Redução da Mortalidade Materna e Neonatal<br />
Cel: 61-99637808<br />
Email: adson.franca@saude.gov.br<br />
Abordagem: serviços de aborto legal</p>
<p><span style="color:#ff0000;">Minas Gerais</span></p>
<p>1. Débora Oliveira &#8211; Rede Jovens Brasil<br />
Tel: 31-3213-6940<br />
Cel: 31-9112-4121<br />
Email: debora@redejovensbrasil.org.br<br />
Abordagem: aborto e jovens/ adolescentes</p>
<p>2. Neusa Cardoso de Melo<br />
Movimento Graal<br />
Tel: 31-3463-4793<br />
Email: ncmelo@uai.com.br<br />
Abordagem: direitos Sexuais</p>
<p><span style="color:#ff0000;">Goiás</span></p>
<p>1. Kemle Semerene Costa &#8211; educadora<br />
Grupo Transas do Corpo<br />
Tel: 62-30952301; 30952302<br />
Email: kemle@transasdocorpo.org.br<br />
Abordagem: aborto Gênero, saúde e sexualidade</p>
<p><span style="color:#ff0000;">Paraíba</span></p>
<p>1. Estelizabel Bezerra de Souza &#8211; jornalista<br />
Coordenadora de Políticas para as Mulheres da Prefeitura de João Pessoa<br />
Tels: 83-32311351; 88379532<br />
Emails: estelizabel@bol.com.br estelizabelb@joaopessoa.pb.gov.br</p>
<p><span style="color:#ff0000;">Pernambuco</span></p>
<p>1. Jorge Lyra<br />
Instituto PAPAI<br />
Tel: 81-32714804/<br />
Cel: 81-99226868<br />
Email: Ijorgelyra@papai.org.br<br />
Abordagem: Aborto e masculinidade</p>
<p>2. Rivaldo Mendes &#8211; médico<br />
Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros / UFPE e FEBRASGO<br />
Tel: 81-34527 3700<br />
Email: rivaldomendes@aol.com.br<br />
Abordagem: Serviços de aborto legal; aborto do ponto de vista médico</p>
<p>3. Paula Viana &#8211; enfermeira<br />
Coordenadora do Grupo Curumim<br />
Tel: 81-34272023<br />
Email: paulaviana@grupocurumim.org.br<br />
Abordagem: aborto e mulheres.</p>
<p><span style="color:#ff0000;">Porto Alegre</span></p>
<p>1. Roberto Arriada Lorea &#8211; Juiz de Direito e Antropólogo<br />
Tel: 51-3210.67.19<br />
Cel: 51-9117.39.32<br />
Email: Lorea@tj.rs.gov.br<br />
Abordagem: projetos de lei e debate filosófico sobre marco legal</p>
<p><span style="color:#ff0000;">Rio de Janeiro</span></p>
<p>1. Gleyde Selma da Hora &#8211; advogada<br />
Coordenadora da Advocaci</p>
<p>http://www.advocaci.org.br</p>
<p>Tel: 21-25076789<br />
Email: advocaci@advocaci.org.br</p>
<p>2. Leila Adesse &#8211; médica<br />
Ipas Brasil</p>
<p>http://www.ipas.org.br</p>
<p>Tel: 21-25321930<br />
Email: ladesse@ipas.org.br<br />
Abordagem: saúde pública</p>
<p>3. Maria Luiza Heilborn &#8211; antropóloga<br />
Centro Latino Americano de Sexualidade e Direitos Humanos (CLAM) http://www.clam.org.br<br />
Tel: 21-25680599<br />
Email: centro@ims.uerj.br;<br />
Abordagem: direito de escolha e maternidade voluntária; direitos sexuais</p>
<p>4. Miriam Ventura &#8211; advogada<br />
Tel: 21-2543 0666<br />
Cel: 21-9616 9304<br />
Email: venturaadv@easyline.com.br<br />
Abordagem: projetos de lei e debate filosófico sobre marco legal; ONU e do Direito Internacional; aborto e jovens/ adolescentes</p>
<p>5. Sergio Rego &#8211; médico<br />
Pesquisador da Fiocruz<br />
Cel: 21-96159146<br />
Abordagem: aborto e bioética</p>
<p>6. Fabio ACM<br />
Cemina/ Rede Jovens Brasil<br />
Tel: 21-22621704 / Fax: 21-22626454<br />
Cel: 21-91033570<br />
Email: fabio@redejovensbrasil.org.br<br />
Abordagem: aborto, jovens e adolescentes<br />
São Paulo</p>
<p>7. Aníbal Faundes &#8211; médico<br />
CEMICAMP<br />
Tel: 19-32892856<br />
Email: afaundes@unicamp.br<br />
Abordagem: serviços de aborto legal; aborto do ponto de vista médico</p>
<p>8. Cristião Fernando Rosas &#8211; médico<br />
Secretário da Comissão de Violência Sexual e Interrupção da Gravidez Prevista em Lei da Febrasgo<br />
Email: cristiao@terra.com.br<br />
Tel: 11- 9236-6894<br />
Cel: 11-3259-7599<br />
Abordagem: serviços de aborto legal; aborto do ponto de vista médico</p>
<p>9. Elza Berquó &#8211; demógrafa<br />
Comissão de Cidadania e Reprodução</p>
<p>http://www.ccr.org.br</p>
<p>Tel: 11-55740399<br />
Email: ccr@cebrap.org.br<br />
Abordagem: questões sócio-demográficas</p>
<p>10. Flavia Piovesan &#8211; Procuradora do Estado de SP e professora PUC/SP<br />
Cladem<br />
E-mail: piovesan@dialdata.com.br<br />
Tel: 11-38159894; 38144960<br />
Cel: 11-99975003<br />
Abordagem: direito constitucional</p>
<p>11. Irotilde Gonçalves Pereira &#8211; assistente social<br />
Equipe do Hospital Jabaquara (atende mulheres vítimas de violência sexual)<br />
Tel: 11-50118809<br />
Cel: 11-91680114<br />
Abordagem: serviços de aborto legal; a experiência das mulheres</p>
<p>12. Jefferson Drezett &#8211; médico<br />
Centro de Referência da Saúde da Mulher Hospital Pérola Bighton<br />
Tel: 11-30795938; 81825434<br />
Email: jdrezett@sti.com.br<br />
Abordagem: aborto do ponto de vista médico</p>
<p>13. Jorge Andalatf &#8211; médico (Febrasgo)<br />
Cel: 011-81877588<br />
Abordagem: serviços de aborto legal; aborto do ponto de vista médico</p>
<p>14. Maria Isabel Baltar da Rocha &#8211; socióloga<br />
Tel: 19-37885898<br />
Email: bel@nepo.unicamp.br<br />
Abordagem: projetos de lei no Congresso Nacional; debate filosófico sobre marco legal</p>
<p>15. Mariana Nasser &#8211; Rede Jovens Brasil<br />
Tel: (11) 9546-5366 / (11) 5549-9020<br />
Cel: (14) 3814-3573<br />
Email: mariana@redejovensbrasil.org.br<br />
aborto e jovens/ adolescentes</p>
<p>16. Silvia Pimentel &#8211; advogada<br />
Membro Permanente do Comitê de Acompanhamento da CEDAW/ ONU<br />
Comitê Latino-americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher ( http://www.cladem.org)<br />
Tel: 11-51811636<br />
Email: cladem@uol.com.br<br />
Abordagem: ONU e direito internacional</p>
<p>17. Sueli Carneiro &#8211; pesquisadora e escritora<br />
Geledés Instituto da Mulher Negra</p>
<p>http://www.geledes.org.br</p>
<p>Tel: 11-3333-3444<br />
Email: geledes@geledes.org.br<br />
Abordagem: aborto e questão racial; ética e aborto</p>
<p>18. Wilza Villela &#8211; médica<br />
Instituto de Saúde SP<br />
Tel: 11-3293 2224 e 3768.3238<br />
Email: wilzavi@isaude.sp.gov.br<br />
Abordagem: direitos sexuais; maternidade voluntária</p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong> </strong></span></p>
<p><span style="text-decoration:underline;"><strong>Parlamentares que parecem receptivos à legalizaçao do aborto </strong></span></p>
<p><strong>1</strong>. Jandira Feghali (Dep. PT/RJ)<br />
Tel: 61-32155421<br />
Fax: (61) 3215.2421<br />
Email: dep.jandirafeghali@camara.gov.br</p>
<p>2. Alice Portugal (Dep. PCdoB/ BA)<br />
Tel: 61-32155456<br />
Fax: 61-32152456<br />
Email: dep.aliceportugal@camara.gov.br</p>
<p>3. Darcisio Perondi (Dep. PMDB/RS)<br />
Tel: 61-32155518<br />
Fax: 61-32152518<br />
Email: dep.darcisio.perondi@camara.gov.br</p>
<p>4. Delfim Neto (Dep. PP/SP)<br />
Tel: 61-3215.5511<br />
Fax: 61-3215.2511<br />
Email: dep.delfimnetto@camara.gov.br</p>
<p>5. Fernando Gabeira (Dep. PV/RJ)<br />
Tel: 61-32155952<br />
Fax: 61-32152332<br />
Email: dep.fernandogabeira@camara.gov.br</p>
<p>6. Laura Carneiro (Dep. PFL/RJ)<br />
Tel: 61-32155516<br />
Fax: 61-32152516<br />
Email: dep.lauracarneiro@camara.gov.br</p>
<p>7. Eduardo Paes (Dep. PSDB/ RJ)<br />
Tel: 61-32155742<br />
Fax: (61) 3215.2742<br />
Email: dep.eduardopaes@camara.gov.br</p>
<p>8. Maninha (Dep. PT/ DF)<br />
Tel: 61-32155952<br />
Fax (61) 3215.2952<br />
Email: dep.maninha@camara.gov.br</p>
<p>9. Maria do Rosário (Dep. PT/RS)<br />
Tel: 61-32155471<br />
Fax: 61-32152471<br />
Email: dep.mariadorosário@camara.gov.br</p>
<p>10. Perpétua Socorro (Dep. PCdoB/AC)<br />
Tel: 61-3215-5625<br />
Fax: 61-3215-2625<br />
Email: dep.perpetuasocorro@camara.gov.br</p>
<p>11. Roberto Freire (Dep. PPS/PE)<br />
Tel: 61-32155637<br />
Fax: (61)3215.2637<br />
Email: dep.robertofreira@camara.gov.br</p>
<p>12. Roberto Gouveia Nascimento (Dep. PT/ SP)<br />
Tel: 61-32155568<br />
Email: dep.robertogouveia@camara.gov.br</p>
<p>13. Dr. Rosinha (Dep. PT/PR)<br />
Tel: 61-32155474<br />
Fax: 61-32152474<br />
Email: dep.dr.rosinha@camara.gov.br</p>
<p>14. Serys Slhessarenko (Senadora PT/ MT)<br />
Tel: 61-33112292<br />
Email: seres@senadora.gov.br</p>
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